{5 de julho de 2026}
Foram 3 cenas descosturadas. Começa com essa. Estou na rua, e vejo num muro uma série de lambe-lambe anunciando o que de cara eu já sei ser o novo filme do André. Não esse de agora do Condor. Um outro que ele teria feito em seguida. Vou acompanhando os lambe da direita para a esquerda do muro, pois basicamente eles contém os créditos do filme e eu quero ver se conheço alguém da equipe técnica. Engraçado porquê os letreiros são da equipe técnica, não do elenco. Não consigo reconhecer nenhum profissional. No cartaz a extrema esquerda, colocado mais no alto, está o unico nome que reconheço: direção André Sturm. Tem a foto dele. E somente então que olho, num lambe-lambe colocado ao lado desse, o nome do filme, e o nome do filme é: Silvia e John.
O que penso é:
- O André primeiro faz um filme com a protagonista Silvana, e agora fica mais explícito ainda, fazendo outro filme com a protagonista com meu nome na cara dura? Ele me ama? E ao invés de vir se declarar fica expressando isso nos filmes? Se para ele tá bom assim, isso não me interessa. E em paralelo com esse pensamento bastante lógico e racional, tenho um outro, esse de ordem mais intuitiva. Pois vendo meu nome ali escrito, junto com esse outro nome, john, de uma certa forms vaga eu sei que estou sonhando, pois o que me passa pela cabeça é:
- Bem, então meu Destino é esse homem chamado John.
Acaba essa parte. Em seguida estou numa casa grande, com ar de loft, com minha mãe e minha irmã, e minha mãe quer ir em algum lugar, ela propõe algo, um lugar para ir, e eu quero, mas olho ao redor e a casa está meio em desordem. Tem louça na pia. E eu então, e isso é mostrado de maneira crítica pelo sonho, acho que tenho porquê tenho que arrumar tudo antes de ir. Eu mesma no sonho percebo o absurdo disso, mas não consigo me conter. Ativando aquele modo de funcionamento máximo, começo a lavar a louça, ao mesmo tempo já combinando os planos com minha mãe, para aproveitar o tempo. Não estou super caprichando na lavação, pelo menos. Mas quando estou quase consegui vencer essa pia, olho no canto desse aposento e...
Havia outra pia de cozinha ali, sendo que de uma forma sem lógica na vida acordada, essa segunda pia seria a minha própria pia, como se fosse a pia da minha casa. E... estava cheia de louça suja. Então não apenas eu estava ali enganchada numa obsessão de que tinha que arrumar a casa toda antes de sair, como estava lavando uma louça que nem era minha, e ainda teria toda uma outra pia, a minha, completamente do zero para lavar, se eu seguisse com isso de achar que tinha que arrumar toda a casa antes de sair. E então vem o terceiro trecho, que parece sequência desse até. Pois então, sem estar mais lavando louça,estou eu e minha mãe e minha irmã conversando e planejando a seguinte coisa, que era um evento envolvendo minha mãe. Minha mãe teria sido convidada para ser uma das madrinhas num casamento, e como costuma ser, a noiva havia designado a roupa das madrinhas, e no caso ela queria que as madrinhas estivessem usando vestido de noiva também. Muito sugestivo isso. Minha mãe não seria a noiva, mas estaria vestida de noiva. O modelo do vestido ficava a cargo de cada uma, mas teria que ser vestido de noiva. Minha mãe, a minha esquerda, quer impulsivamente ir não sei em que loja. Nesse momento eu estou sim também envolvida com alguma coisa, mas o que digo nem seria para me esquivar dessa tarefa, pois ela quer que eu vá com ela, e sim algo bem sensato.
- Mãe, vestido de noiva não é algo que se encontre indo em qualquer loja.
Acho que no sonho até lembro de quando a Clarissa pediu para eu ir com ela comprar vestido de noiva e a primeira ideia dela era ir na Renner e eu fiquei impressionada com o fato dela realmente acreditar que haveria chance de encontrar um vestido de noiva na Renner.
- Tem que ir em lojas especiais, acho que na Oscar Freire.
E enquanto isso, não sei porquê razão, estou convencida de que a melhor idéia seria pensar numa roupa que fosse uma versão simplificada, mesmo que elegante, de um vestido de noiva. Um top sem manga, de gola careca, de seda branca, e uma saia compondo, eu penso. Mas não fica uma razão para isso. Não sei porquê eu acho que a melhor ideia é essa.