{22 de março de 2026}
Não tenho absolutamente nada para provar que esses dois segmentos fazem parte de um mesmo sonho. A Gelde havia meio que decidido exibir alguma produção audiovisual minha num evento que ela daria. O evento em si parecia ser ligado a coisas médicas mas ela havia ficado de exibir algum filme meu. Esse primeiro contexto ficou meio embolado na minha mente. A cena que ficou nítida é que no dia do evento eu compareço ao consultório da Gelde, que seria num conjunto comercial chique que nada tem a ver com nada da vida acordada e chegando lá, a recepcionista geral, que seria a recepcionista do conjunto comercial, e não apenas do consultório da Gelde, me comunica que naquele dia o conjunto do consultório da Gelde estava fechado. Aqui fica uma situação que não faz sentido na vida acordada, pois o que a recepcionista quer dizer é que não tem ninguém lá nos consultórios, mas eu enxergo a coisa, e digo isso para ela, que eu tenho que entrar lá pois meu filme iria ser exibido. E isso não fica como loucura, eu querendo entrar num lugar vazio no qual meu filme jamais seria exibido. Se eu entrasse no consultório, acho que a Gelde estaria lá e a situação seria alterada, mas todo o impedimento é que justamente pelo consultório estar fechado naquele dia, eu não tenho como entrar lá.
Não fica como falha da Gelde, nada assim. E então o sonho repete a mesma história, dessa vez mais acentuada. A Pat havia ficado de exibir um filme meu num evento dela. Novamente, não fucava definido qual produção minha seria, mas eu queria muito essa exibição, assim como queria a da Gelde, pois sentia que meus filmes estavam quase escondido no canal do YouTube. Dessa vez estou no local do evento, sentada no chão enquanto a Pat está tirando de uma maleta as coisas que ela pretende exibir no evento, e novamente, o objetivo do evento não era a exibição do meu filme e sim outra coisa da Pat, mas entre essas coisas estava a exibição do meu filme, quando ela me olha e candidamente me diz que fez confusão e acabou deixando o meu filme lá na TV Cultura. Trouxe outra coisa achando que era meu filme mas não era. Então mais uma vez, meu filme não será visto. Fico muito, mas muito chateada, mas de qualquer forma, ela estava em parte me fazendo não exatamente um favor, mas uma gentileza, de forma que essa falha não pode ser percebida como culpa dela, mesmo que no fundo, no fundo, eu tenha sim uma desconfiança de que foi um ato falho, não exatamente um boicote, mas um ato falho e no fundo ela não queria dar essa visibilidade toda para meu filme. E visibilidade é justamente o que sinto fslra e o que não estou conseguindo dar para mim mesma, fico pensando no quanto meus filmes estão escondidos, escondidos e eu mesma não consigo mudar isso, dependo da colher de chá dos outros. Aqui encerra esse segmento e horas depois, pois esse sonho foi na parte escura da noite e o segmento a seguir depois das 7:50h, o sonho evoluiu da seguinte forma.
Estou no consultório da Gelde, que parece o mesmo da parte anterior. Aqui deixa ver como definir com a maior precisão possivel. O consultório estava vazio e de alguma forma não definida, mas sim, cono se fosse o consultório do sonho anterior e como se fosse ainda um local onde um filme meu seria exibido, mesmo o consultório sendo domínio dela, tinha algo a ver comigo. E nós haviamos visto um rato nesse consultório. Aqui realmente sai fora da lógica da vida acordada, que seria: bem, enquanto houver um rato no consultório, não pode haver um evento no qual meu filne seria exubido. Não. A lógica seria a seguinte: eu precisava matar esse rato. E o rato morto faria parte de algo que era criação minha e que seria exibido num evento a ser realizado no consultório. Toda a dificuldade girava ao redor de que nem a Gelde nem eu estavamos aptas ou nem mesmo a fim de ter que matar um mamifero. Se fosse um inseto, vá lá. Mas um roedor era algo acima da minha capacidade. Tudo o que eramos capazes de fazer era delimitar onde o rato estava, que era dentro de uma sala, aliás a sala onde se daria o evento, pois contava com um tablado que faria às vezes de palco. Eu e a Gelde estavamos no corredor do lado de fora dessa sala, segurando a porta bem firme para evitar que o rato saisse de lá. Enquanto eu pensava em cono resolver o assunto, em paralelo estava confusa com a questão do tamanho do rato, que como se verá, se revelaria um ponto importante do sonho. Pois o rato original era assim do tamanho de uma pomba e branco, nada nojento pelo menos. Mas depois eu tinha visto um menor, do tamanho de um camundongo. Era o mesmo e apenas tinha parecido enganosamente maior? Eram dois ratos? Não dá tempo de pensar nisso. Aqui, novamente, o mais estranho desse sonho é que o objetivo não era apenas de livrar de uma praga e sim que meu trabalho exigia o uso de um rato morto.
No que estamos nesse impasse, e justo na hora em que eu tinha combinado com a Gelde dela ficar ali segurando a porta enquanto eu descia na portaria do conjunto comercial para pedir ajuda, vemos um homem grande, jovem e forte ali que lembra uma mistura do Rock Hudson com o... já procuro o nome. O ator do filme antigo do Sansão e Dalila. Fica claro que ele seria o faxineiro.
- Vamos falar com ele, digo a Gelde e ela logo concorda.
Ele está a passos de distância e sem soltar s porta eu pergunto:
- Você quer fazer um trabalho para a gente?
- Depende do que for, ele responde.
Essa resposta me deixa um pouco tensa. Mas vou em frente.
- Seria matar um rato que tem aqui dentro.
Sendo um homem grande e forte, esse assunto não o incomoda.
-Ah, tem, é?
Nisso, antes que eu tenha tempo de impedir, ele abre a porta e olha dentro da sala.
- Cuidado, eu digo. Não deixe ele escapar.
Mas o rato já saiu pela fresta.
- Pronto, eu penso. Agora vamos ter que caçar ele pelo prédio inteiro.
Na medida que me permite minha repulsa, eu me coloco ali na passagem e com isso o rato dá a volta e torna a entrar na sala e durante tudo isso, o tamanho dele é de uma pomba ou seja, o primeiro tamanho que eu vi.
- Ué, então o menor é que não tem?
Estou achando mais possível eu ter alucinado um dos ratos do que achar que havia mais de um. Mas havia, como se verá a seguir. Aliás, um nome melhor para esse sonho seria: os diferentes tamanhos dos ratos.
Falo para o zelador- faxineiro:
- Rápido, entra lá.
Ele entra prontamente e dois segundos depois, do lado de dentro da parede envidraçada fala para eu e a Gelde:
- Pronto.
- Nossa, já? eu penso. Que fácil!
Na sequência ele mostra rapidamente um pequeno grupo de ratinhos que matou e eles são menores que grãos de arroz. Eles são quase um farelo de rato. Alias, agora escrevendo, a ordem acho que é assim: o homem fala pronto, e começa a colocar o que deveria ser o rato numa pasta ou envelope de papelão, um material de escritório. Eu digo:
- Não, espera, não é assim, tem que colocar nessa caixa, preciso dele.
Na hora que estendo uma caixa de papelão parecendo uma caixa de sapato é wue vejo que são ratos tão miúdos que parece um farelo de rato
- Não são esses, é um rato maior, assim do tamanho...
Acho que digo que o rato era do tamanho de uma pomba, mesmo agora tendo quase certeza de que existem ratos de diferentes tamanhos na sala. Mas em relação ao meu trabalho, o que exige um rato morto, teria que ser utilizado o rato de tamanho maior, nem mesmo o de tamanho médio servia
Tem mais um fragmento que faz parte. Uma voz externa ao sonho falava sobre idade, sobre a figura feminina de idade, e não digo velha, pois o que eu via, ou melhor, a imagem que aparecia ali para ilustrar o que estava sendo dito parecia mais aquela modelo idosa que tem uns 70 anos e é linda.
E a voz falava um monte de coisas até não ruins, e terminaca dizendo assim:
– Se você é idosa, use rosa.
A mulher de cabelos brancos mas em penteado de modelo que surgia ali de fato estava com um vestido rosa parecido aliás com aquele lindo, lindo que a personagem Liz Taylor no filme que eu vi no YouTube usava, queria um vestido igual e aliás posso fazer um igual, talvez até deva. Mas no sonho eu escutava aquilo e pensava: seria o rato um símbolo de preocupações com idade?
IMAGE CREDITS IRWIN PENN | VOGUE