MEU CABELO SUPER PRETO

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{15 de agosto de 2026}

Esse sonho nem teve um tom de coisa boa, mas quando lembrei da saga de sonhos com eu vendo meu cabelo ficar branco, ou aquela insistência de “sem cabelo no alto da cabeça”, acho que sim, indica que estou fazendo algo certo.

Inusitadamente inicia no quintalzinho da Otonis, ali na parte que tinha lajota, bem onde o vovô colocava aquelas arapucas para eu e a Lú crianças acharmos que tinhamos chance de pegar pardal com milho. Mas era fofo e meigo, não algo ruim.

Então bem nessa parte do quintalzinho, que aliás, lembro agora, foi o cenário de um sonho super interessante com o Lao King, bem nessa parte, que tinha o telhado em cima, não era na parte sem cobertura, tinha um lance assimn:

Seriam coo que umas duchas, mas não de chuveiro, uns colindros de metal prateado assim das dimensões de qualquer lata de conserva, colocados ali em linha, uns quatro talvez, e a parte superior dessa espécie de lata tinha furinhos, aí sim como uma ducha, e desses furinhos, ao se abrir uma torneira, saia um fluxo vertical, como uma fonte.

Ali no páteo do Garden Office tem um fonte.

Estou ali com o Anthony Hopkins, já de meia idade, e duas atrizes japonêsas.

Seria uma gravação, mas acho que até hoje, até hoje NUNCA sonhei com uma gravação do jeito que tem sido na vida real, mega preparada e organizada e super indo bem.

Eu estava ali, na gravação, preparando a cena que iria ser filmada do zero, e o AH seria meio como que o Luciano, pois ele exercia função de produtor e ator.

Era ele que estava encarregado de abrir as torneiras e a cena seria a seguinte.

Eu, na função de atriz, sendo que como na vida acordada, eu também era a diretora, ficava sentada em algo, como se essas duchas para cima estivesse presas em uma armação de cama, isso não ficava claro, mas eu me sentava no mesmo nível em que essas duchas estavam colocadas, e o AH deveria abrir a torneira, ou melhor dizendo, a cena já começava com eu ali sentada e as duchas jorrando água para cima numa altura de um metro e meio, ou seja, a água subia acina da minha cabeça e caía sobre mim, e a cena era justamente o ato de fechar a torneira.

Quem fehca a torneira é o Anthony Hopkins, mas por uma surrealidade de sonho, também seriam as duas garotas de uns 20 anos japonesas, de cabelo liso médio, que estavam de pé a minha esquerda aguardando minhas instruções.

Quando o sonho começa, a torneira está aberta, a água está caindo em mim, e seriam as japonêsas que, ao meu comando, fecham a torneira. Isso a gente estaria ensaiando a cena.

Mesmo nessa primeira passada eu reparo que elas custam muito a obedecer ao meu comando de fechar as torneiras. Eu faço o discreto sinal para elas fecharem, sinal esse que fica super claro, pois já havia tudo sido combinado, e elas, meio sorrindo, ficam um tempão sem se mexer e então fecham a torneira.

Como estamos ensaiando, eu, ali na cena, não posso romper com minha atuação para insistir que elas fechem a torneira imediatamente ao meu comando. Não está uma demora que estrague a cena, mas eu, olhando para os sorrisos delas, tenho uma impressão que elas estão demorando de propósito, porquê querem que a água caia em mim, e isso sem um rastro de má intenção, as duas, mesmo parecendo japonêsas de filme de terror japonês, tem uma aura benéfica, quase que de Guias Espirituais.

Eu, que estou, como costuma ser nesses sonhos recorrentes de gravação caótica, focada no principal, que seria organizar a cena, relevo isso a um segundo plano, mas então, na cena, na sequência deveria ser o AH a executar a mesma manobra, de fechar a torneira e interromper o fluxo de água sobre mim.

A parte de abrir a torneira como que não consta no sonho.

E então eu reparo que ele faz exatamente a mesmíssima coisa, eu dou o sinal para ele fechar e ele, sorrindo, deixa mais um tempo a água caindo sobre mim, como se soubesse que de alguma forma aquilo, aquela água me molhando, era uma coisa boa para mim como pessoa, extrapolando ali o contexto da gravação.

Mais uma vez não me prendo a esse detalhe, que pouco afeta o principal, que era gravar. E então pronto, temos a cena e eu digo ao AH que já podemos gravar.

– Hoje? pergunta ele.

– Você não pode?

– Tenho compromisso, ele diz.

Vou saltando os obstáculos ali,

– Tá bem. Já sei. Gravamos a sua parte primeiro e eu te libero.

Sim, eu podia grava um close dele mexendo na torneira e depois dar um insert disso na cena. Depois gravaria normal com as atrizes japonêsas que não tinham hora para ir embora.

E no que resolvo esse problema, me vêm outro.

Eu havia esqueco de marcar com o Philip ou com qualquer outro videomaker. Esquecido, simplesmente.

No que dou alguns passos para dentro da Otonis no intuito de chamar o câmera é que isso me ocorre, e estou tão, mas tão focada em ser eficiente que mesmo percebendo ess faaha gravíssima, não ledeio o passo e penso numa alternativa,

– O jeito é eu filmar com meu celular. Vai parecer mega precário, é capaz do AH ficar meio incomodado. Será que eu faço isso? Mas não tem outro jeito, não dá para mandar mensagem para os videomakers agora e pedir que venham, minha única, única alternativa é gravar com meu celular na cara dura, ou… cancelar a gravação.

Fico calculando o prejuízo disso. O AH nem tinha vidno tecnicamente para grava, então o custo do cachê dele seria mínimo, aliás, poderia nem haver, mas eu teria que pagar o cachê das duas japonêsas e…

E quando estou caminhando dentro da casa, que nesse momento deixa de ser uma réplica da Otonis da vida acordada e passa a ser uma casa com cara de casa rural, totalmente desonhecida, mas familiar, sem pensar em nada, andando no piloto automático, eu cruzo o quarto da minha irmã, onde ela, a Lú, está deitada numa cama com uma moléstia no olho, seu olho direito, que para meu ponto de vista é o esquerdo, e o meu ponto de vista ee o que importa, está todo fechado e inchado, como se tivesse levado um soco, mas isso se deve a doença, ela não levou um soco, e dos dois lados da cama, em um deles se senta meu pai e do outro minha mãe.

Ambos parecendo muito amorosos e preocupados, se inclibam sobre a Lú e acho que seguram sua mão.

E no último instante em que eu perco isso de vista porquê entro no banheiro suíte desse quarto, reparo que a Lú está com o rosto do Bruce Willis. O rosto do Bruce Willis com aquele olho.

E então entro mo banheiro, estou diante do espelho na parede e meio que por falta do que fazer, começo a escovar meu cabelo com a escova, e

Meu cabelo está de altura média, menor do que está agora, e preto, preto, preto, de um preto viçoso e muito bom,

E quando desço a escova aqui do meu lado esquerdo, tem um leve embaraçamento dos fios, não um nó irreparável como alguns que tive e tive que cortar o cacho, apenas um embaraçamento que com umas três passadas de escove eu resolveria.




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