E SE PASSAR ALGUÉM QUE ME CONHECE?

0
2min de leitura

{24 de maio de 2026}

Era uma longa construção onírica, que ficou como uma vaga lembrança, mas tudo girava ou culminava ou se resumia na seguinte situação. Eu recorrentemente ia dormir em um colchão no chão que ficava naquela pracinha fim do ponto do Vila Ida. O colchão seria público, estava sempre lá, e não chegava a ter conotação de lixo, isso de eu dormir lá ficava no nível de dormir em um banco de praça. Eu dormia sempre virada para o lado da junção da rua Alvilândia com a Gregório, ali perto da escolinha. Isso de dormir virada para esse lado era algo que pesava muito no sonho. Mesmo que não chegasse a ser nível dormir no lixo, era sim algo que no mínimo beirava o degradante, pois no que estou deitada ali dormindo, e tem mais uma coisa, eu não passava a noite ali, eram sonecas de dia, a primeira coisa que me toma o foco é medo que passe alguém que me conheça e me veja dormindo na rua. O que vão pensar? E fica algo meio sutil de que eu durmo ali por quê, quando fico muito cansada durante o dia e preciso dormir um pouco, estou exausta demais para procurar outro lugar e acabo dormindo lá mesmo, pois dormir é a prioridade. Mas não estou gostando. Tem uma hora em que eu, mesmo dormindo, percebo que minha mãe se aproximou e ficou me olhando. E no que essa primeira leva de coisas na minha mente passa, se ergue outra coisa, essa muito mais profunda e autêntica.

– Quero ir para a minha casa, eu penso. Quero encontrar a minha casa.,.

E nesse ponto, com essa imagem da casa ainda não encontrada na minha mente, a casa que ainda busco, procuro uma palavra para definir essa casa e o que me vem é:

- ...minha casa encantada.

Pois era por isso que eu ansiava. Encanto, magia, aquela energia invisível e indefinível, mas que a Alma sente.

- A minha casa encantada com o meu homem, penso ainda. É o que desejo.

E SE PASSAR ALGUÉM QUE ME CONHECE?

Comentar
Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
Copiar URL