{13 de outubro de 2020}
O sonho que abri para salvar esse em cima foi o maravilhoso osvilõesdepostos e nada poderia simbolizar mais o que eu desejo para o TES.
Esse sonho a seguir foi muito muito nítido e do tipo que lembro todos os detalhes.
Saio aqui da kit numa situação que me parece inédita em sonhos que seria eu estar fazendo algo que pensei em fazer na “vida real” a tal ponto que nem me dou conta de estar sonhando e mais intrigante ainda: algo que pensei em fazer há uns dias atrás e não cheguei a fazer.
Nesse domingo anteontem eu pensei em antes de ir no almoço de niver com a mamãe passar no MM e comprar iogurtes paulista.
Mas não fiz isso.
Saio da kit, estou indo exatamente para o mesmo almoço de niver e no que estou chegando no ponto de táxi com essa intenção de ir no MM comprar os iogurtes que gosto, há um... não diria obstáculo... mas algo que de cara se interpõe na cena: um enorme caminhão de mudança está estacionado no ponto de táxi atravancando tudo. Curiosamente ele me fecha a vista do MM de forma que tenho que contorná-lo até chegar na calçada e aí sim ter uma vista do MM.
Olho para o MM ali do ponto de táxi e a cena é de uma enorme nitidez: o MM está com todas as portas escancaradas e de dentro dele vejo uma fumaça sendo jogada sobre as gôndolas e essa fumaça seria algo desinfetante de limpeza.
Essa era a forma usual de limpar supermercados.
Penso assim comigo:
– Então sábado é o dia que eles tiram para limpar o supermercado. Bom, tem que fazer isso algum dia, certo?
Mas isso definitivamente exclui qualquer chance de eu ir lá comprar os iogurtes.
E então, como já estou bem acostumada, tudo muda para outra coisa.
Disse que o sonho era nítido e de fato era. Nesse trecho entra um embolamento a respeito da sala, qual sala, como consegui sala, mas até mesmo esse embolamento fica nítido.
Eu de repente havia resolvido que precisava de uma sala. Detalhe que não chego a pensar em alugar uma sala. Eu precisava de uma sala para fazer umas coisas. Seria como se algumas cenas ficassem de fora do sonho pois ali parada no ponto de ônibus na sequência de ver o MM sendo pulverizado, eu então já havia procurado algumas salas ali perto, inclusive uma aqui no prédio e tenho então na minha mão a chave de outra sala que seria meio que justamente onde é o MM. Na vida real não tem nada assim lá.
A chave está na minha mão direita e tem um chaveiro que é uma tira relativamente longa e rígida de couro e esse chaveiro existiu na vida real mas agora não lembro de onde.
E o lance todo é que consegui essa chave meio ilicitamente.
A coisa fica no limite de eu ter roubado ou me aproveitado de uma circunstância para pegar essa chave de uma sala que eu sabia onde era mas queria ver a sala antes de ir falar com o dono, etc.
Então na sequência estou nessa tal sala e também não seria pela primeira vez.
Meio que me aproveitando do fato de estar de posse da chave eu havia começado a frequentar o local.
Só não chegava a ser algo errado devido ao fato de eu não pensar no assunto.
Fui na sala, consegui entrar na sala e sem pensar em mais nada comecei a fazer minhas coisas lá. Esse sonho poderia ser entendido como um paralelo com o TES a não ser por uma coisa: minhas atividades nessa sala tinham a ver com roupas, confecção.
Além de usar a sala ilicitamente eu usava um computador que tinha ali.
O lugar era tão acolhedor e confortável que eu quase esquecia da parte burocrática de alugar etc. Como eu disse, nem mesmo chegava a ser algo intencional, o trabalho fluía de tal forma que eu esquecia do resto.
Então vou lá pelo menos duas vezes e na terceira...
Primeiro uma descrição do local.
Seria uma sala assim um pouco maior que a kit, totalmente de concreto. O chão seria de cimento queimado e tinha umas colunas e paredes meio dessa superfície de concreto mas lisas e meio envernizadas.
Não havia nenhum móvel a não ser uma bancada de concreto perto da entrada onde estava o computador e onde eu estendia minhas coisas.
Acho que o que eu mais usava seria essa parte onde podia estender minhas coisas.
Então estou sentada no chão de pernas cruzadas diante da parte da coluna com as paredes pois eu tinha pregado uns desenhos e artes nela quando vem por uma portinha que tinha no fundo da sala um rapaz.
Instantaneamente me passa pela cabeça o quanto fui “tranquila” demais com o assunto. A sala não me pertencia e eu não sabia absolutamente nada sobre ela.
Claro que deveria ter frequentadores. E mais cedo ou mais tarde eles iriam aparecer.
Fico normal ali nas minhas atividade nem tanto por fingimento mas sim por estar no embalo.
Aliás isso é bem forte no sonho. Estou tão envolvida que não penso em mais nada.
O rapaz por sua vez, para certa surpresa minha, reage totalmente normal comigo.
Fico pensando que se ele alugou a sala, deve achar que fiz o mesmo e se bobear é uma sala comunitária.
Ele me diz algo rápido mas amigável.
Me sentindo pressionada a me justificar, eu digo para ele que:
– Eu tinha procurado uma sala para alugar aqui na região pois moro ali na Praça Roosevelt (quis dar mais ou menos meu endereço para ele se sentir seguro de que eu não era uma invasora) e até tinha visto uma sala por lá mas aí... (nesse momento me dou conta de que tenho comigo uma chave que não me foi dada pelo proprietário) eu não lembro como consegui essa chave (digo isso sem pensar mas em seguida verifico que não lembro mesmo. Sei que consegui meio ali por um acaso, mas não lembro como) e tenho vindo aqui fazer meus trabalhos e ... experimentar a sala (isso me dá uma desculpa para o fato de não ter alugado oficialmente) mas...
A essa altura o rapaz me responde algo muito educado que deixa claro ser ele o proprietário. Fico mais nervosa ainda e prossigo:
– Mas eu ia falar com o dono e regularizar minha situação e pagar os dias que estive...
Nem continuo a frase pois o rapaz, sorrindo, meio que segue em direção a mesa de trabalho. Não tem a menor intenção de me confrontar e não tem problema nenhum com minha presença ali, mesmo que meio irregular.
Ele vai na direção daquelas bancadas onde de repente tem um outro rapaz bem parecido com ele e ele se senta e começa a trabalhar.
Fico meio desapontada pois nesse instante ele se revela claramente gay e eu estava achando ele interessante.
E em segundo lugar percebo que ele se sentou diante do computador que eu costumava usar para meus trabalhos e então não poderei usar pois seria abusado demais.
Ah, lembrei.
No que estou ali com a história de pagar em retroativo, o rapaz, aliás bem educadamente faz um gesto meio no sentido “depois a gente vê isso” e me pergunta com que eu trabalho.
Não é que eu não soubesse com o que trabalhava mas estava naquele estado em que estava fazendo meio sem pensar e nesse momento me vejo obrigada a definir o que faço e digo:
– São roupas de confecção.
Sim, poderia ser definido dessa forma.
Eu estava desenvolvendo uma estampa que seria uma espécie de versão em traCo de lápis desse quase logo do Vila Ida com os 3 elementos o Bull, a Flor e as Plams. Mas o primeiro elemento seria uma cabeça de Lobo.
Até tenho esse desenho num clip art.
Fico meio animada com a perspectiva de mostrar isso para o rapaz, mas é nesse momento que ele se vira e vai para a mesa e toma o lugar do computador.
Então me dirijo a minha mesa onde deixei minhas coisas lidando com a seguinte questão:
Sem poder usar o computador não tinha muito a fazer. Mas tinha pelo menos que ficar um tempo ali para justificar minha história.
Então ando devagar até a bancada que faz uma espécie de dobra que não fica muito realista pois me parece que o rapaz e seu colega estão de frente para mim.
Só sei que chego ali na mesa e fico pensando no que fazer e a única possibilidade seria mexer nos moldes e esse pedaço é MEGA intrigante pois num sonho que tem forte paralelo com o TES surge esse elemento de forma muito insistente até. No que chego na mesa dou uma olhada para ver o que teria para mexer ali e... são moldes. São alguns moldes de uma blusa dessas que tem uma abertura no ombro. Parecem ser tamanhos diferentes do mesmo modelo. Estão extremamente bem riscadas, já cortadas e prontas para eu fazer a blusa. Fico parada olhando para aquilo meio pensando:
– Mas... então eu vou mesmo fazer roupas?
É o mesmo pensamento que tive na vida real e ali no sonho sinto e percebo a insistência que tem naqueles moldes quase me gritando para eu fazer e sinceramente me pergunto se isso é para ser entendido literalmente ou simboliza algo.
Tem um outro sonho com molde, vou achar.
No que estou nesse impasse, o rapaz que era bem simpático, também trabalhava com moda e estava desenvolvendo uns desenhos com o colega, me olha e com uma expressão muito bondosa me fala:
– Tem que estufar o quadril da bicicleta.
Fico parada olhando para ele bem surpresa. Nas frações de segundo entre ele me olhar e eu perceber que iria me dizer algo aquela frase vinha completamente fora de tudo que eu esperava que ele dissesse.
Ele me olha mais expressivamente ainda e repete:
– Tem que aumentar, estufar o quadril. O quadril da bicicleta.
Confusamente penso que não faz sentido pois o molde que eu tinha na minha frente era de blusa e nem envolvia quadril.
Mas ele nessa segunda vez me aponta algo no meu próprio quadril. Eu sigo o sinal dele e noto aqui no meu quadril do lado direito, na altura desse buraco formado pelo osso da virilha, uma bolinha de papel adesivo de 1 cm de diâmentro. Tipo esses adesivos prontos. Branca e parece que tinha uma letra escrita. Tipo P M G . Eu pego a bolinha e desgrudo da calça.
Seguirei esse conselho, estufar a energia do quadril.
Bicicleta já não sei como entender.