{29 de junho de 2016}
Quando acordei no meio da noite super impressionada com esse sonho, pensei assim que o sonho tinha uma sensação difícil de descrever, que era como se eu tivesse entrado num outro nível de sonhos. Um nível onde as coisas me são explicadas de maneira mais didática, mais clara .Pois se os sonhos são, como acredito, explicações, essa foi uma das explicações mais claras e mais didáticas que já recebi até hoje.
Estou numa sala vazia,que em nada remete a nada.e se caracteriza por ter um ar de sala de escritório comercial meio antigo, com paredes que não se sabe se são cinza ou apenas sujas, uns fios de eletricidade velhos, e estar absolutamente vazia.
Nessa sala, eu, que tenho uma vaguíssima impressão, talvez estivesse de branco, mas isso é o de menos, eu estou muito empenhada em atividades de energia.
Não chega a ser que estou praticando aquilo. Aquilo começa a acontecer, eu compreeendo o funcionamento e num segundo momento começo a praticar.
Mais concretamente:estou ali e logo de cara percebo que sem uma intenção consciente da minha parte, emiti uma certa quantidade de impulsos ou energia raivosa e irritada, brava.
Essa massa de energia sai de mim como um pequeno raio,da parte frontal do meu corpo e forma uma pequena bolinha branca flutuando assim a uma distância de uns 30 cm à minha frente, na altura do meu peito e o que percebo claramente é que espontaneamente e muito rápido, essa bolinha emite o mesmo sinal de raiva e braveza e irritação na minha direção e sem que eu conscientemente reaja, ou decida isso, minha energia, meu campo de energia produz novamente uma massa da mesma energia brava irritada e raivosa, que de novo sai de mim e atinge a bolinha... fazendo ela aumentar de tamanho.
Fico parada ali apenas olhando,mas tendo perfeita noção do que está ocorrendo.
Meu primeiro impulso, a emissão original de energia de raiva e braveza, foi intencional, não algo que eu tivesse feito por achar certo e decidido fazer isso, mas algo que partiu da minha consciência, como quando alguém decide dar um tapa em alguém, não é uma decisão sábia, mas foi autorizado por mim mesma e exigiu a participação da minha parte voluntária.
Mas assim que se forma essa bolinha, ela começa a interagir com meu campo de energia de forma autônoma.
Involuntária da minha parte. Eu não estava fazendo ativamente mais nada, mas não precisava.
O que vejo com toda a clareza é que essa bolinha, a princípio pequena, começa uma espécie de pingue pongue de energia com meu campo de energia e começa a crescer assustadoramente rápido, até que em questão de segundos está do tamanho de uma bola de futebol.
Ela tem uma consistência de luz mesmo, não é uma coisa nojenta, é branca, meio brilhante e o que chama a atenção é que tem uma superfície não lisa, e sim composta de um encaixamento de pequenos hexágonos brancos, daquela matéria luminosa, que são abaulados para dentro,
Mais ou menos assim, uma bola de futebol é feita de hexágonos de couro costurados e eles, por serem couro, são levementes abaulados para fora.
Os hexágonos dessa bola de energia seriam um pouco menores que os de uma bola de futebol, porisso em nûmero um pouco maior, já que, da mesma forma que numa bola de futebol, eles se encaixavam compondo toda a superfície da bola, e ligueiramente abaulados para dentro, fazendo reentrâncias, mas não uma coisa rústica, uma forma geométrica perfeita, feita de luz e energia.
Mas mesmo sendo algo até bonito, ela vibra e vibra mesmo na minha frente, carregada de energia maldosa e agressiva.
Tanto que fico com medo, o mesmo medo que sentiria se tivesse um bicho raivoso na minha frente.
Imediatamente tenho noção e penso:
– Que ironia, essa bola se criou da minha energia e agora pode se virar contra mim e me atacar.
Meu, o que pode ser mais claro, mais tutorial e didático que isso?
Então, em plena consciência dessa dinâmica, faço o correto: simplesmente corto a emissão de energia.
Aquela dinâmica, aquela retroalimentação entre meu campo e a bola não precisava da minha participação ativa para acontecer, depois que eu havia dado o “chute” inicial, ela prosseguiria por conta própria, tipo um moto contínuo, mas isso não significava que ela ocorreria contra a minha vontade e além do meu controle. Na hora que percebo o que rola, e que estou simplesmente jogando energia em algo que irá fatalmente acabar me atacando, por uma espécie de atração magnética mesmo, essa é outra coisa que entendo com clareza.
A bola era feita de energia minha. Quando ficasse carregada demais, seria atraída novamente para meu campo de energia, e por ser de energia agressiva e raivosa, iria me machucar, despejar essa energia agressiva sobre mim, como um ovo que cai no chão.
Então pura e simplesmente corto os impulsos que saem de mim e a bola some.
Tendo entendido o funcionamento da coisa, aí sim começo a praticar de forma consciente.
Não quero criar bolas raivosas, penso.
Que energia eu gosto?
A resposta, claro, é Beleza.
Bem, vou procurar não ter vergonha de descrever o que talvez tenha sido o sonho mais revolucionário que jamais tive, justamente pelo nível de clareza e didatismo e importância que atingiu, pois acho que está explicando o funcionamento da vida.
E então, de forma totalmente voluntária e consciente, faço exatamente a mesma coisa, só que com energia que eu gosto.
Eu projeto um impulso original de energia sensual e bela, e funciona exatamente do mesmo jeito, ela cria uma forma fora de mim, e que no caso tem a forma de algo entre um cobertor e uma pétala, um cobertor em formato de pétala, que flutua na diagonal na vertical, como que me abraçando, logo de cara algo de um metro, mas assim como a bola, começa a crescer e me envolver por completo, e vai descarregando sua energia sensual sobre mim, quase como num ato amoroso comigo mesmo.
Não tenho medo e tenho controle completo do processo, não evil controle nazista, mas como se relacionar com um animal amigo mesmo.
Ali com a bola, foi como se me mostrassem uma interação que até então ocorria meio sem que eu tivesse consciência completa da coisa. Mas depois que vi como funcionava, não teria porquê criar coisas que me machucam e atacam.
É desse tipo de controle que estou falando.
Não sei o que dizer estou meio boba ainda.
Mas o que importa é praticar.
IMAGE CREDITS BEN LAMBERTY | JAC JAGACIAK | ISSUE MAGAZINE SUMMER 2023|