IGREJA 11

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{24 de outubro de 2026}

Senti que estava fazendo contato quando pedi ontem em oração que eu estivesse segura financeiramente, com tanto estímulo ao contrário ao meu redor.

Esse lugar seria um dos mais fortes da simbologia, é o lugar de periferia, não onde todos se perdem, mas sim um lugar de periferia que tem algo de muito vivo e vibrante, mesmo sendo o mais humilde possível.

Só recapitulando, tem um tal lugar-de-periferia-onde-todos-se-perdem, mas tem também um tal lugar de periferia tudo de bom, como no sonho onde vou nele com meu pai e tem uma feira. 

Assim visualmente, lembra um pouco Cotia, como era quando eu passava lá com meu avô, que tinha um carro marrom, a caminho da chácara.

Não é favelento nem sujo nem depressivo, apenas o mai humilde dos humildes e tem algo no sentido de que, percebo isso agora, ele não se liga à cidade, é quase uma civilização à parte e… muito mais viva que a própria cidade. 

Então eu estive ali, não fica colocado nenhum contexto, apenas estive, e estou bem e bonita, e saio de lá na companhia de pessoas, e no sonho minha sensação se divide entre isso de achar que aquele lugar é muito, mas muito humilde mesmo e isso me causar certa dúvida se seria bom ou não eu estar ali, e essa sensação oposta de que se eu estou ali, é porquê é para eu estar ali.

E novamente, o lugar não evoca pobreza. 

Mas no quê sai, meio que ainda inconsciente, quando estou já saindo desse lugar, que é meio entre rural e urbano, um ajuntamento de casinhas e as ruas são de barro. Barro. Teve uma passagem grande desse sonho no qual em algum momento eu fico olhando para essas ruas de barro, não me causa má impressão, pelo contrário, é como quando eu olho o chão de terra do Parque e é bom estar em contato direto com a terra, e não com concretados, e no sonho eu vejo aquelas ruas de barro e como descrevi, estou dividida. Não estou sofrida, mas dividida entre achar aquilo legal ou não.

Mas percebo que…

Meu Deus, cadê minha bolsa?

Deixei minha bolsa no refeitório. EO meu Deus! Minha bolsa, essa preta da Temu com as cerejas douradas, com todos meus documentos e meus cartões dentro!

Acho que tem algo no fato da minha bolsa no sonho set exatamente a da vida acordada, acho que raras vezes, nos vários sonhos com bolsa que eu tive, seria a da vida acordada.

Fico em pânico e volto correndo para o refeitório.

Antes mesmo que minha cabeça se solidifique na idéia de que, tendo deixado minha bolsa ali dando sopa, ainda mais num lugar tão humilde, seria impossível que ninguém tivesse pegado, muito rápido estou falando com a mulher de ar muito forte e poderoso, dona do refeitório, que esqueci minha bolsa, e ela prontamente diz que acharam sim uma bolsa.

Sem que ela chegue a me perguntar, sei que devo comprovar que a bolsa me pertence e digo:

– É uma bolsa preta com um pingente de duas cerejas douradas.

Mais preciso que isso impssível. A mulher me leva até um embrulho em saco de liuxo preto, a bolsa foi embrulhada nesse saco de lixo preto, acho que até para impedir que alguém não dono dela a visse e a descrevesse, esse saco de lixo preto é uma proteção, claramente inspirada no fato de que eu embrulhei a couve anteontem no saco de lixo preto para não amarelar, o saco de lixo está quase esterilizado, quando tiro do rolo. Super deu certo.

Recupero minha bolsa! A coloco embaixo do braço e aperto o braço contra ela para sentir que está comigo.

E nisso a mesma mulher, que irradia poder e autoridade, e tem um cabelo preto não muito logo mas bonito e volumoso, me diz:

– Igreja 11, você.

Ela havia estado dando direcionamentos para as pessoas ali desse local e, sem o mínimo de relutância, mesmo eu não morando ali, me passa esse direcionamento.

Aqui, pensando bem, é bem interessante pois eu acato 100%. Sigo com umas pessoas na direção dessa Igreja 11, mesmo pensando que eu não pertenço a esse lugar. Mas essa mulher tem minha total anuência para me comandar. Reconheço sem qualquer restrição sua autoridade sobre mim.

Então, mesmo me sentindo um pouco deslocada, não estou infeliz enquanto rumo para essa igreja. 

– Bem, então meu destino é uma igreja, só podia.

Sim, tem uma parte minha que talvez esperasse algo mais glamouroso, mas como disse, não estou infeliz e todo aquele lugar irradia vitalidade.

Chego então com umas pessoas até essa Igreja 11. A Mulher Poderosa nos acompanhou. Todos nós, os escalados pata a Igreja 11, a acompanhamos, e ela nos leva a uma longa mesa retangular de madeira, colocada numa varanda, acho que a varanda da tal Igreja.

As pessoas começam a se sentar e eu fico ali esperando para ver onde a Mulher Poderosa iria se sentar, para me sentar o mais próximo possível dela, por dois motivos. Primeiro, eu penso que tudo bem acatar esse comando de me estabelecer nesse super humilde local, na mais humilde das coisas, a Igreja, mas pelo menos, acho que sou distinguida a ponto de me sentar no melhor lugar possível, que seria perto da maior autoridade ali, a Mulher Poderosa. Isso parte do meu ego, mas o outro motivo não.

Também quero me sentar perto dela para escutar o melhor possível o que ela diz, para tentar entender o que estou fazendo ali.

E no que ela se senta, tem um lugar na frente dela, do lado oposto da mesa, e eu rapidamente me sento ali.

Aqui escrevendo, mesmo que eu tenha pensado ali que eu era importante o bastante para me outorgar essa proximidade, vejo algo de saudável nisso. Não fiquei me encolhendo.

Então sentamos e sem que hja uma frase formada, parte da Mulher Poderosa uma orientação de que, como numa escola, devemos formar pares para trabalhos em grupo.

E meu par seria a garota a minha esquerda. Ela é sim moradora do local, na verdade a única não-moradora parece ser eu, e é bem mais jovem e é bonita. Tem um ar inocente.

Aqui ficou bem vaga essa comunicação entre nós, até mesmo no sonho.

Já como sendo o tal trabalho que deveríamos realizar juntas, a menina me olha e fala algo que não toma forma em palavras a respeito de um fluxo de energia, que como ela mesma indica, correria na lateral externa da sua perna direita.

Ela aponta a perna, seria do joelho para baixo, e como nesses vídeos que tenho visto que mostram o caminho dos meridianos da medicina chinesa, vejo desenhado nessa lateral externa da perna dela, o tal fluxo.

Pelo que lembro, a menina meio que me pergunta sobre isso, ah lembrei:

– Eu sinto muito esse fluxo, ela me diz, a espera de uma explicação.

– É o fluxo da sexualidade, eu respondo.

Não sei como eu saberia disso, mas eu sei.

A menina fica um instante numa confusão não muito boa. Ali era uma igreja, A princípio, ela sentir um fluxo de energia sexual não pareceria algo no contexto.

Mas eu logo emendo:

– Sexualidade não é algo restrito apenas a atividade sexual física.

Me olhando ainda sem entender tudo, a menina se acalma.

Sim, estou correta, e sexualidade é, como Jung bem percebeu, com muito mais profundidade que o bobão do Freud, é Força Vital.

Vou ver se encontro que meridiano seria esse.

Sexualidade é Força Vital. Extrapola de longe a atividade sexual física, apenas uma das suas manifestações. Uma coisa muito linda esse sonho. 

IMAGE CREDITS MERT ALAS & MARCUS PIGGOT | GISELE BUNDCHEN | LOUIS VUITTON SPRING/SUMMER 2006

 

 

 

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