{15 de novebro de 2021}
O nome completo desse sonhop é:
alindamaravihosamansãoeosnhocomaquelecenáriodomorropertodolugarondetodosseperdem,ohospitalSantaClara
São dois sonhos em dias diferentes.
O primeiro foi há alguns dias.
Estou num apartamento de luxo. É mais que um grande apartamento, é um apartamento de luxo mesmo. Lembra um pouco o apartamento do sonho da Família Sagrada Leprosa.
É o apartamento da minha mãe, mas há algo que eu não sonsigo explicardireito, há algo que deixa meio nebuloso a quem pertence o apartamento, e até que ponto ele me pertence.
Estou ali, e o Adriano levou a esposa dele com as crianças.
O sonho de hoje foi assim:
Estou com meu pai no carro dele, e ele dirige. É de noite. Fazemos um trajeto rotineiro em sonhos desse tipo, um caminho que na vida real não existe, uma maçaroca de viadutos ali na direção do ibirapuera, e que se junta com a periferia, um lugar que se a pessoa se perde, vai parar muito muito longe. Podes-se sempre voltar mas é um trabalho infernal e uma enorme perda de tempo.
Meu pai perde a entrada, porque está falando comigo sobre um assunto que gosta. Eu grito: Olha a entrada! Vira a esquerda! Mas ele está tão absorvido pelo que fala que demora demais para regir, aliás, nem rege, segue em frente se metendo cada vez mais pelas rodovias que afastam da cidade. Eu simplesmente tenho que tomar a direção das mãos dele e encostar o carro na guia. Fico muito brava e desesperada, mais que tudo desesperada. Penso: -Meu Deus, tenho quase 50 anos e ainda é essa dificuldade chegar nos lugares, isso não vai ter jeito, que será de mim?
Meu pai, que antes não estava dirigindo bem porque se entusiasmava com o assunto, agora está incapaz de dirigir porque estea passado de vergonha por ter perdido a entrada.
Estou irritada com ele, que me parece um incapaz. Acho que é melhor que eu dirija, trocamos de lugar e eu dou partida, pensando comigo que não me sairei muito melhor, dirigindo um carro que nunca dirigi na vida, o dele.
É esse meu pensamento, não me sairei melhor. No sonho, isso é mostrado de maneira mais explícita ainda, porque assim como meu pai, tenho um emprego em órgão público, o único que tive na vida, o único que fui capaz de manter. Me sinto incapaz, e minha irritação é comigo mesma. Não sei bem como voltar para casa mas acho que pelo menos isso consigo fazer. Muito empenhada nisso, entro com o carro na via de novo e quero virar a primeira que der a direita, para pelo menos sair daqquela rua que ee uma espécie de marginal que se emenda com estradas, se continuarmos nela só vamos nos afastar cada vez mais. A primeira a direta é contra mão, observa meu pai, mas viro na seguinte e então, para minha srpresa, dou de cara com um cenário que jea apareceu em vearios sonhos antes, mas não existe na vida rela.
É uma periferia, remotamente ligada a aquele bairro de periferia onde todos se perdem, e que tem aquele morro que apareceu vou ver em que sonho, um morro que tem uma vegtetação meio selvagem mas mesmo assim é lugar de passeios, e que tem um caminho que sobe em espiral.
Mas a novidade nesse cenário e que aparece com muita força, é que logo na entrada caímos num hospital, que ocupa o lado esquerdo, mas é um hospital não direi alterantivo, mas não exatamente normal. É de madeira. É um hospital no entanto de renome, muito procurado. Está cheio de gente, e não tem um ar de lugar de doentes, pelo contrário, tem uma atmosfera de cura. Penso vagamente que eu poderia me consultar ali, que me parece ser um hospital muito superior aos tradicionais, mas estou mais tomada pelo meu desejo de voltar para casa , mais por um sentido de dever do que qualquer outra coisa, como sinto que falhei em chegar onde eu queria de carro, me parece ue a única opção digna seria voltar para casa e só de longe, muotp de longe, tenho consciência de que naquele lugar onde vim parar por pura inccompetência de chegar onde achava que deveria chegar, ee um lugar abundante de coisas boas. Primeiro tem esse excelente hospital, que o nome é Hospital Santa Clara. Depois, colado ao hospital há um mercado fervilhante de gente e coisas boas. Meu pai se embrenhou nele, é um inconsciente, nem ficou chateado de ter se perdido. Eu o sigo mal humorada enquanto com o canto do dolho observo as barracas lotadas de boilos caseriso que são famosos, só que como o lugar é muito fora de mão, são muito difííceisde conseguir. Me ocorre comprar alguns, ms não consigo sair da minha rota predeterminada e fazer isso. Noto em duas barracas uma mãe e uma filha que eu conheço, mas encontro pouco, por causa desse lugar afastado onde moram. Mas dessa vez vim parar aqui com certa facilidade, penso. Por um lado sou incapaz de chegar onde deveria, mas por outro, esse lugar que é meio considerado periferia, mas mesmo assim tem coisas muito desejadas, estea mais acessível para mim, aprendi o caminho e acho que saberia voltar aqui sem tanto custo quanto antes. Não sei porque evito essa mãe e essa filha que vendem nas barracas, apesar de gostar delas, são meio alemãs e fazem quitutes muito bons e famosos mesmo no mue bairro. Estou obcecada em tirar meu pai dali e retomar meu caminho. Meu pai vem do fundo do mercado carregando um saco de pleastico cheio de linguiças, essas linguiças são consideradas as mais gostosas de São Paulo. Pergunto a ele quanto pagou, ele diz: 16 reais o quilo. Não está tão barato assim, mas são deliciosas, mas que qualquer linguiça. Somente nesse momento que quase, quase consigo sair daquele meu descontentamento com minhas falhas e incompetências e aproveitar o monte de coisa boa que encontrei por acaso, porque cogito seriamente em comprar um monte de linguiças e levar para a kit com o Adriano. Mas nem isso faço.
Me sinto uma perdedora, nada é capaz de me fazer mudar de idéia e até isso me parece uma atitude de perdedora. Olho para o morro, um lugar muito legal de passeios, mas distante normalmente, que agora está ao meu lado, penso que poderia aproveitar e ir dar uma volta com meu pai. Mas não vou.