O PESO DA ESPADA

0
3min de leitura

{19 de dezembro de 2005}

Esse sonho não teve uma sensação especial, que nem o do namorado japonês, mas quanto mais eu penso, mais acho ele forte. Começa eu estou no quarto dos meus pais na Gregório, e minha mãe me mostra algo, alguma coisa, talvez uma jóia, que ela acha o máximo e a qual eu não dou muita atenção. Então ela diz algo assim: mas eu sei do que vc vai gostar mais.

E me mostra uma enorme espada, em formato de espada medieval, de alabastro. Ela tem quase a minha altura, e é daquele mesmo material daquele peixinho rajado de verde que tinha na casa da minha avó, que eu sempre achei que era alabastro. Minha mãe dessa vez acertou, eu fico completamente deslumbrada e fascinada pela espada, que além de tudo é uma espécie de relíquia da família, e tem um sentido de poder e transcendência muito grande.

Minha mãe meio que me diz algo como: agora ela é sua, você que vai ter que carregá-la. Existe essa coisa de carregar, ela não é minha para eu deixar guardada em casa. Estou muito feliz e me sentindo muito honrada com aquilo.

Então minha mãe fala que temos que ver quanto pesa a espada. Isso então vira quase uma cerimônia, a cerimônia de ver quanto pesa a espada. De repente há um saguão, meio um auditório, onde essa cerimônia da nova guardiã da espada, eu, ver quanto pesa a espada. Sou devidamente preparada por um rapaz muito atraente, que é uma espécie de guerreiro. Minha mãe passa um cordão no cabo da espada e o rapaz dependura ela no meu pescoço, como se fosse um colar. Minha primeira preocupação é que o fio não vai agüentar e a espada vai cair no meu pé, mas isso não acontece. O rapaz então me conduz até uma balança de banheiro que está no palco. É meio difícil andar com aquele troço dependurado no pescoço. A partir daí, começo a ficar mais interessada no rapaz do que na espada. Fico desejando que ele se interessasse por mim. Mas ele está bem indiferente. Então fico imaginando que com aquela toga (estou de toga) com uma espada dependurada no pescoço, devo estar bem pouco interessante como mulher mesmo. E isso vai me dando tristeza. Lembro de ter olhado o peso da espada no mostrador da balança, mas isso nem estava me interessando mais. Descemos do palco, e a minha única preocupação passa a ser chamar a atenção do moço, mas nunca consigo.

Eu me sentei em frente a um enorme papel, e estou cobrindo ele de desenhos. Começo a desenhar o rosto de uma moça, na esperança de que aquilo vá seduzi-lo. Ao mesmo tempo tenho noção de que isso é inútil, não seria assim que eu faria que ele me visse como mulher, e que estou tentando dessa maneira porque não consigo tentar da certa mesmo, que seria ser uma mulher. 

E tenho uma vaga, vaga noção de que talvez tenha me ocupado em excesso da espada, porisso estou mal cuidada como mulher.

O PESO DA ESPADA

Comentar
Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
Copiar URL