{16 de dezembro de 2004}
Esse sonho teve uma surpresa tão boa e veio num dia em que eu estava tão triste.
Eu estava numa casa, não sei se eu morava lá ou estava de férias. A casa era bonita e moderna. No começo estava com a Lúcia e estava mostrando para ela um monitor onde aparecia o making off ao vivo do programa que eu estava escrevendo. A Lúcia achou legal. Eu fiquei contente de estar fazendo uma coisa tão bacana. Esse monitor recebia emails, também, e tinha os emails de umas pessoas que eram fãs de um personagem que eu tinha feito em estória em quadrinhos: Clóvis, o Estagiário. Fiquei contente e surpresa do personagem ter feito tanto sucesso. Fiquei lembrando das estorinhas, eram mesmo legais. Aí não sei em relação à oque eu pensei : que pena que esse programa acabou... era tão legal.... Mas logo em seguida pensei: mas se eu estivesse fazendo ele ainda, não teria conseguido fazer mais nada do que fiz depois.
Mas apesar da casa ser legal e eu estar contente com as coisas que tinha feito, estava triste. Tinha uma agonia, uma vontade de sair daquela casa, não sei bem. Estava infeliz, me sentindo oprimida com alguma coisa. Na vida real, fiquei muito triste por que me sinto sozinha demais e nunca consegui me relacionar com homens e parece que nunca vou conseguir e me sinto uma anormal.
Aí no sonho, estou com uma sensação parecida, de uma coisa da qual não consigo escapar, contra a qual não há solução, e todas as pessoas da casa meio que me deixaram sozinha e aí eu abro uma porta e saio da casa e....
tem uma praia maravilhosa lá fora. Ela não é grande, é uma prainha, mas é linda, limpinha, tem gente, mas não demais. Fico maravilhada. Uma praia tão perto... aquilo era tudo, tudo o que eu queria. Não há nada que eu queira mais, no sonho, do que ficar na praia. Nunca imaginei que fosse tão perto e tão fácil.
Está um dia lindo. Volto para casa correndo para pegar meu biquíni e o protetor. Não consigo lembrar onde coloquei. Aì os empecilhos começam a acontecer. Primeiro a Nikki entra enrolada em uma toalha, não sei com que problema. Ouço com paciência o problema dela. Gosto da Nikki, mas ela é um pouco egocêntrica às vezes. Eu estou completamente nua, não sei porque. Um rapaz, que é irmão da Nikki, entra onde estamos e depois sai.
Ele me viu pelada. Quando a Nikki termina, peço para ela ir pegar uma toalha para eu me enrolar. Ela volta com uma toalha de mão. Como é que vou me enrolar numa toalha de mão? Isso é típico da Nikki, nem aí para os problemas dos outros. Ela não faz por mal, mas é assim. Vou para meu quarto e recomeço a tentar me arrumar para ir para a praia. Minha mãe entra no quarto e começa a dizer que eu fui estúpida com a Nikki. Fico indignada. Ela mal conhece a Nikki, nem sabe o que se passou e já começa a querer julgar as coisas! Digo que não fui não, só pedi para ela pegar uma toalha para mim.
Pediu, não, você mandou! Minha mãe diz.
Pronto, já não tenho mais certeza de nada. Será que fui estúpida? Talvez o tom de voz tenha saído irritado um pouco, afinal eu estava irritada.
Mas o que mais me irrita é minha mãe nunca ficar do meu lado e sempre exagerar minha culpa e ignorar a dos outros. E que a Nikki é um pouco folgada, ela pensou?
Começo a gritar berrar mesmo, que ela , a minha mãe, era uma egoísta e egocêntrica e que eu estava farta disso, ela era a mãe mais egoísta e egocêntrica que eu já tinha visto, egocêntrica como minha amiga Nikki.
Grito, grito, e minha mãe começa a desparecer. Se desvanece no ar, que nem o Gato de Alice.