{26 de julho de 2026}
A imagem era vista por mim como um filme flutuante, mas ficava entre ser um pensamento sobre um filme que eu havia visto, ou algo que eu estaria imaginando naquele momento ou algo que estaria sendo mostrado para mim de uma forma indefinida, mas não seria um filme, pois não havia essa questão de conflito de autoria. Então na verdade essa opção de aquilo ser a lembrança de um filme que eu havia visto não consta. O que quis dizer era que a imagem era nítida como a de um filme. O que eu vejo, e que vai sendo explicado de forma também meio indefinida, não chega a ser a famosa "voz incorporea", era uma moça até bem parecida comigo, com destaque para um cabelo quase idêntico ao meu, que faria parte de um mundo de natureza mágica. Não como um outro planeta ou outra dimensão, mas, por exemplo, como se ela fosse da escola do Harry Potter. E essa moça decidia escrever um livro sobre magia. E eu, absorvendo essa explicação, pensava as seguintes coisas: a primeira era que esse seria um bom story line para eu mesma escrever um livro. Porisso que não era mesmo um filme, pois não tinha esse conflito de autoria, era algo que eu poderia adotar livremente. Eu até decido mesmo fazer isso. E a segunda coisa que me ocorria era que esse tal livro seria tipo magia nivel 2. O que quero dizer é o seguinte : uma vez que a magia por definição rompe com as normas de funcionamento físico do contexto onde está inserida, senão não seria magia, um livro de magia escrito dentro de um contexto que já seria mágico teria que romper com esse contexto de uma forma ainda mais mágica.
Imagina o que seria considerado sobrenatural dentro de um universo já de natureza sobrenatural?
É porisso que a ideia me parece atraente e interessante como ponto de partida de um livro. E já saindo do sonho, a outra coisa que me passa pela cabeça e me dá um alívio, era que um livro desse nivel de magia naturalmente não faria sentido nenhum para o nível terreno normal no qual seria escrito, uma vez que aquilo que eu estava vendo não eram acontecimentos ocorridos ainda. Mas se eu escrevesse o livro, seria.
-E aí, eu pensava sentindo que aquilo era a solução de um impasse meu, não haveria problema se o livro fosse algo que ninguém conseguisse entender, pois nem tem como esperar entender um conteúdo que está desvelando um mistério para um universo que é misterioso para o nosso.
E no limiar do sonho eu penso que não preciso começar a escrever esse novo livro pois já estou escrevendo. Ou não estou?