{12 de março de 2020}
Se tem algo que gosto de reler é quando situo no momento da “vida acordada”.
Sung tinha parado de responder e eu imaginando o pior, ontem ele explicou que estava doente, que gostou do roteiro do seriado e não comentou meu áudio então tá mais que ótimo.
Seguimos com o AAN.
Estou com uma sensação boa a respeito desse Willians vamos ver.
Por esses dias vou me concentrar em fazer a versão 20 min do OS mesmo meio contrariada mas acho que vale sim, e montar minha adorada loja.
Nessa casa meio sombria. Uma casa grande. Não me pertence.
Ali estou na seguinte situação.
Meio que faço parte de um grupo de acho que entre 6 ou 8 mulheres que são quase como que um harém de um homem.
Não fica configurado como harém, mas estamos ali morando nessa casa que seria dele, numa completa dependência dele. Não existe o menor clima ruim, como em outros sonhos nos quais eu era escrava sexual,etc.
Aliás a coisa nem chega a ser colocada como se eu transasse com esse homem e até vai contra isso.
Essa situação não tem paralelo na vida “acordada”.
Todas nós estávamos ali meio como “pares” esporádicas desse homem.
Acho que comigo ele nem transava. O que ele mais fazia comigo era conversar.
Mas o que dá esse ar de harém é que eu me encontro na mais total e passiva dependência emocional dele.
E dependência meio física até, pois nem existe a idéia de eu simplemente ir embora, uma vez que não estou feliz ali.
Não estou.
Estou absolutamente apaixonada por ele num tal estado que vivo das migalhas de atenção que ele me dá.
Nem sequer cogito a possibilidade daquilo evoluir para melhor.
Então estou com ele e passamos um longo tempo conversando e essa conversa seria o seguinte.
Estavamos discutindo algo de trabalho que seria uma concepção visual tipo um ensaio fotográfico, de uma tal Mulher Aranha.
Ele meio que tinha pedido minha opinião, por me achar criativa e eu tinha discutido o assunto com ele, mas o trabalho era mais dele do que meu.
E tinha esse tom de ser “trabalho”. Se bobear até algo que ele estaria produzindo para um cliente.
O tema era “Mulher Aranha”.
E então ele vem me mostrar o trabalho já concluído. Tem nas mãos uma série de fotos quase que um editorial de moda.
Neles há uma figura feminina num contexto bem com pique de cenário de editorial de moda, a tal “Mulher Aranha” e ela meio que usa o mesmo vestido, amarelo longo estilo vamp em todas as fotos sendo que o que muda é sua atitude, o que está fazendo.
Minha atitude por sua vez é completamente errada e escrevendo sinto pena de mim mesma.
Estou praticamente fingindo para mim mesma que meu interesse ali de conversar é trabalho mas na verdade o que faço é me adaptar a minha única forma de conseguir atenção desse cara, que é através desse meu dom artístico.
Mas estou sofrendo de uma maneira tão profunda e acostumada por não ter o que realmente desejo que mal sinto. Eu não estou exatamente conivente, mas eu aceitei muito profundamente que não tem como ser diferente e estou tão apaixonada que acho que a felicidade dele é mais importante que a minha.
Quase como uma mãe que se sacrifica pelo filho.
Ah, a aconversa em si vem super nítida e é muito bizarra.
No que olho as imagens dele, que estão boas artisticamente, me surpreendo com algo que diverge do que havíamos conversado.
Nas imagens a Mulher Aranha é mostrada sempre em diferentes atividades.
Atividades concretas, tipo fazer tal coisa ou outra.
Pela minha cabeça passa o pensamento nada inédito a respeito do quanto os universos pessoais são diferentes, a ponto de mesmo depois de uma conversa na qual parecia que havia concordância total de visões, a outra pessoa tornar aquilo concreto de outra forma.
Pois eu não havia pensando numa Mulher Aranha “fazendo coisas”.
Não que aquilo me desagrade ou mesmo me importe.
O trabalho era dele e para mim nada mais era do que uma maneira de ter a atenção dele.
Estou sob o peso de uma tristeza amorosa tão maciça que o resto é o resto.
Melancolicamente digo a ele assim:
– Engraçado como as visões pessoas podem ser diferentes (essa primeira frase tinha esse sentido mas não lembro exatamente as palavras). Para você a Mulher Aranha seria uma mulher sempre em ação, fazendo coisas. Para mim, a Mulher Aranha estaria parada, totalmente parada, com seu veneno apenas aguardando e desafiando, ouse, ouse me tocar.
E concluo assim de forma intensa:
–Pois tem algo sobre aranhas que é verdade: elas são muito bonitas.
No que digo isso de forma espontânea e sincera, até me espanto com esse comentário e repasso na cabeça se teria razão. São mesmo aranhas bichos bonitos? Lembro das patas peludas, sim muitas vezes com cores vibrantes, mas seria algo bonito? Chego na minha cabeça a conclusão que sim, as aranhas devem ser bonitas, o fato de serem perigosas e com veneno é que faz com que sejam enxergadas como “feias”.
É muito louco esse pensamento. Eu nunca penso em aranhas!!! É algo que poderia ser dito a respeito de cobras ,por quem sempre tive certa atração, nem mesmo uma super atração, apenas atração.
Estou sendo absolutamente sincera nos meus comentários e contribuição criativa mas isso corre numa espécie de piloto automático ali.
O homem então encerra o tempo que passou comigo.
Estou então numa mesa longa, numa sala onde estão todas as outras mulheres e ciente de que a atenção que receberei dele seria essa e mais nada.
Ele interage comigo de forma intelectual.
Sem nenhuma raiva dele, consigo perceber que na cabeça dele, se elw dispendeu uma energia X comigo de forma intelectual, isso me exclui de outras formas de atenção, de certa forma por não querer laços muito fortes com nenhuma mulher.
Eu tenho essa clareza sobre ele e mesmo assim não sou capaz de me defender ali emocionalmente, fico entregue. Não consigo nem mesmo perceber que na verdade estou lidando com um homem muito deficiente emocionalmente.
Fico vendo ele andar ali pela sala com um fuzil meio que decidindo para qual mulher ele dará a próxima fração da sua atenção, pois na verdade seu relacionamento era com ele mesmo e ele meio que ensaiava pequenos relacionamentos fracionados com cada mulher.
Essa análise eu não sou capaz de fazer no sonho, ou melhor, eu percebo isso, mas de forma romantizada. Acho ele maravilhoso e me sinto meio que abençoada por merecer atenção dele mesmo que de forma fracionada.
Então ele finalmente meio que decide, chega numa mulher de vestido ali,pega a mão dela, dá um beijo na mão dela e a empurra para um quarto.
Seria algo meio no sentido de proteção.
Mas aquela, penso com tristeza, era a mulher escolhida para ele representar esse papel masculino e exercer sua masculinidade. Não comigo, com ela.
Bom, tá meio óbvio aqui escrevendo quem se encaixa nessa descrição.
Mas então fico eu sentada nessa mesa, imersa nessa tristeza e desesperança e na minha diagonal direita, perto da janela, está sentado NOVAMENTE o Brad Pitt.
Digo novamente pois nessa leva de sonhos recentes todos sobre solidão e tristeza emocional, é o segundo sonho em que num contexto super sem esperança esteja o Brad Pitt como elemento destoante.
O outro foi o sonho da privada sumida no qual eu via o Brad Pitt na porta me olhando com intensidade mas desencanava por achar que não ia dar em nada.
Pois bem o Brad Pitt está ali. Não sei exatamente por qual motivo concreto eu vejo ele como uma possibilidade amorosa.
Não tem o tal olhar.
Mas ele está ali. Está mexendo com uma espécie de chapéu de palhaço infantil de cartolina colorida, como se estivesse montando o chapéu.
No que estou meio absorta olhando para ele e vendo nele não sei porquê motivo um contraponto a aquela falta de solução amorosa, o tal homem volta ali do quarto, acho que ainda com o fuzil, e se põe a falar com o Brad Pitt e tem algo no sentido do Brad Pitt ser filho dele.
E então o homem, agindo como pai, leva o Brad Pitt até a janela e eles começam a atirar com o fuzil,t ipo em latinhas, ali da janela.
E foi isso.
Quero deixar de ser essa coitada.
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