{10 de junho de 2022}
Esse impressionantíssimo sonho, justamente por praticamente responder a minha oração para ser guiada até “a porta que se abre”.
Num contexto bem de FAU, mas num outro lugar, um lugar familiar mas apenas em sonhos, uma sala concretada, com bancadas de concreto, na verdade tipo uma expansão da sala de estudos da Gregório.
Muita gente ali, colegas da minha turma de estudos.
Num primeiro momento eu estou como que me ambientando.
De frente da minha parte da bancada, examino uns materiais, umas gravuras de revistas, coisas coladas em cartolina, que seriam meio que o material para a próxima tarefa que nós alunos deveriamos realizar. Muito, mas muito vagamente há a figura de um mestre ali rondando.
Ao meu redor os colegas parecem todos já super engatados na realização da tarefa, como aliás costumava ser na FAU.
Eu não estou exatamente perdida nem confusa, nem sem saber o que fazer, mas estou nesse momento meio que tomando noção das coisas.
Curiosamente esse momento dura bastante tempo.
Até vem uma colega do meu grupo ali do meu lado esquerdo, eu troco umas palavras com ela como se não tivessemos que fazer nada.
O trabalho era, como muitos da FAU, em grupo.
E então meio que do nada eu me dou conta da seguinte coisa: não fizemos nada.
Nem mesmo temos uma proposta do que fazer.
Vou assumindo a liderança ali. Vou até uma mesa redonda ali do lado onde os integrantes do meu grupo estavam justamente sem liderança nenhuma.
Essa garota que veio falar comigo parece gostar muito de mim, tem mais umas 4 pessoas super indistintas no meu grupo e o mais saliente seria um rapaz com jeito meio de intelectual convencido e chegando ali no grupo com uma ou duas perguntas eu me dou conta do que de fato está empatando a realização do trabalho: esse rapaz estava se recusando a ler o livro. Era um livro meio grosso mas nada de mais. Sou firme e digo:
– Leia esse livro já. Agora.
O grupo me apoia em silêncio. Sinto a aprovação geral principalmente da garota que tinha ido falar comigo.
O rapaz não gosta nem um pouco, mas tenho autoridade ali e ele me obedece.
Então a coisa começa a andar mais ainda estamos na estaca zero.
O sonho pareceu mais longo do que realmente foi.
Ando de lá para cá assimilando justamente isso de que não temos nada, nada. Nem começamos. Os outros grupo ao redor parecem perto de finalizar a coisa. Isso não me afeta no sentido de competição, mas no sentido de tempo acabado.
Então volto ali para a mesa redonda, onde o grupo, desde que eu mandei o cara ler o livro, está funcionando em função de realizar o trabalho, mas ainda na primeira etapa, que seria justamente de pensar no que fazer.
Fico ali sentada tão perdida quanto eles e então…
Justamente o rapaz convencido faz um comentário acho que sobre o teor do livro.
Aliás, se eu não estiver fantasiando, eu é que pergunto:
– Sobre o que é o livro?
Ele já estava ali sentado cumprindo sua parte que seria de ler o livro e transmitir essa informação para o grupo.
–É sobre uma porta, ele me diz.
Não lembro da frase com certeza, mas ele começa a explicar que o assunto do livro girava ao redor de uma porta e…
Me dá aquele estalo de idéia.
–É isso! Vamos fazer uma porta!
Era sim uma ótima idéia, super original.
O trabalho, como todos da FAU, consistia em criar uma representação de algum conceito e o que me vem é fazer uma porta de papelão de tamanho real.
Como que uma instalação, aliás era bem esse o teor do trabalho, criar instalações artísticas.
E essa idéia da porta era perfeita, original, marcante. Pronto, estava resolvido.
E na vida “acordada” minha dúvida é: se refere a uma porta concreta? Pois tenho pensado ali na porta do banheiro da Olinda.
Por via das dúvidas vou fazer a porta da Olinda.