{16 de fevereiro de 2020}
Deus me livre da burrice de ficar contra meus sonhos.
Muito exausta esses dias, tive síndrome,etc
Nessa casa marcadamente escura.
Vou de lá para cá. Não lembro a sequência.
Sobre a cama minha mãe separou roupas para mim.
Só posso esperar coisas feias e sem graca e de fato, são blazers.
O que me intriga é que na vida real já superei isso, ou pelo menos é o que me parece. Faz parte da coisa evolutiva ter pais que não vão me dar o que eu desejo para que eu me torne capaz de conseguir sozinha.
Tem acho que um ou dois blazers ali sobre a cama, de veludo cotelê.
Abomino blazer. Mas como um robô eu pego um deles, o verde, visto, abotôo e penso que vai ser uma supresa boa para minha mãe, vou deixar ela feliz.
Estou sim consciente mas de uma forma muito sem reação de que estou fazendo a pior das idiotices ao adotar algo que detesto ou melhor, adotar o conceito da minha mãe sobre mim, ainda mais que nem chega a ser um conceito sobre mim, é mais uma deformação sobre mim imposta pelo desejo dela de não se sentir rivalizada.
Mas vou lá com esse blazer verde sentindo uma alegria superficial por achar que estou dando uma alegria a ela. Tudo isso ee bem equivocado e eu sinto no sonho, mas estou a kilômteros de ser capaz de reagir.
Até aqui em parte repertório habitual.
Mas então essa estranha coisa.
Quando vesti o blazer, ele era bem justo, o que me parte pode até conter algo bom, pelo menos não era um blazer estilo saco. E era de veludo, um tecido de tato suave.
Eu fechei o blazer e ele fechou, me senti delgada e de fato estou.
Mesmo assim não tem como aquele blazer fazer eu me sentir bem e estou super consciente disso.
Então acho que vou lá mostrar para minha mãe que vesti o blazer que ela me deu e tem uma outra figura meio como eu ali na jogada.
Uma moça ou uma jovem mulher e rola algo muito complicado de explicar.
Essa cena de eu ir mostrar eu de blazer para minha mãe, detalhe que acho que estou de cabelo curto, ou seja, completamente desfeminilizada, essa cena não se concretiza e tem duas coisas na sequência meio misturadas.
Eu vejo essa outra figura feminina e me vejo no espelho e é um choque,mas não o choque costumeiro.
Vou detalhar para ver o que sinto. Estou com o blazer verde de veludo, que é bem ajustado e tem esse tecido bonito.
Meu rosto não é o meu. Tenho um rosto parecido com o da Telma da Scipione,
Ou, talvez melhor, já que o rosto irradia algo bondoso e não era bem esse o caso da Telma, o rosto da “pobre moca desprovida” do meu outro sonho.
Nossa, fui checar e nesse sonho abaixo a mesma moça aparece de blazer
eucompactuo,aboquinhaamargaeapobremoçadesprovida16fevereiro2017
Há uma moça que lembra muito uma que surgiu num sonho recente e eu defendia dizendo que era esforçada. Essa figura é coisa nova nos meus sonhos. A palavra é desprovida, ela era desprovida de qualquer beleza e encanto. Não era feia, veja bem, era desprovida de tudo isso. Era jovem com um rosto claro e limpo mas sem charme nenhum, cabelo curto negro encaracolado, magra e alta, vestindo uma roupa negra vintage muito sem graça.
E não é o primeiro sonho em que ela comparece, o primeiro é esse abaixo:
elaésinceraededicada
A figura feminina é mostrada nitidamente. É uma mulher dessas tão destituídas de beleza que podem parecer muito mais velhas do que são, tipo aquela JoutJout, que quando vi pela primeira vez achei que tinha uns 50 anos, e não fui só eu.
Mas essa JoutJout sempre me irritou um pouco e aqui no sonho não é o caso.
A moça, ou mulher, porquê calculo menos de 40, me desperta carinho, mesmo que a rigor se fosse comparar fisicamente com alguém, seria a Lili do SBT, que era minha inimiga e murchou o pneu do meu carro.
Essa figura tinha bem uma biótipo da Lili, só que mais jovem, não tinha ar desgastado e irradiava uma energia boa e pura.
Era muito, muito humilde, não de classe social, mas de espírito.
Muito humilde mesmo.
Todo o ponto aqui é a minha atitude em relação a ela, que mudou.
Não se configura como era antes. Mas agora o que houve é que estou protetora em relação a ela.
Pois bem, é o primeiro sonho em que eu estou encarnada nela.
Pois é bem essa moca sim.
Com um detalhe bem marcante que me chama a atencão: ombros estreitos.
Meus ombros são estreitos, o que atenua um pouco estar usando blazer.
Fica menos cara de mafiosa.
Me passou um flash pela cabeça agora. Antes eu não gostava do jeito que me sentia quando estava exercendo essa alta energia yang que tenho.
Não é que eu não gostasse de exercer a energia yang, não gostava do jeito que eu ficava e me sentia quando exercia. Esse termo que veio agora, mafiosa.
Dá para exercer a energia yang e não me sentir assim.
Agora essa figura que é uma estranha contradição de símbolos masculinos e femininos, pois está vestida de blazer e tem cabelo curto e por outro lado é desprovida justamente dos ombros largos, o que, como element yang são muito mais fundamentais do que coisas acessórias como blazer e cabelo ou seja, a princípio me parece que estaria representando justamente algo no qual falta tanto energia yang como ying.
Será isso meu deus?
Não gosto do que vejo e algo mais se acrescenta que não estava nas versões anteriores da tal “moça desprovida”: a idade.
Não chega a ser velhice, mas parece ser uma figura para a qual toda a chance de ser radiante e viçosa ficou para trás.
E aqui minha reação é mais estranha ainda, pois eu “me conformo”.
Tem um lance bizarro, péra.
Quando o Lucimar Francisco estava aqui, não sei se na hora que surgiu a coisa de carregar a porta para fora, a porta com os cupins que eu queria ter jogado numa caçamba mas depois percebi que era pesada demais, o Lucimar veio andando ali na minha direção uns passos e disse:
– EU consigo carregar para você.
E nisso inflou o peito.
Eu tive um pouco de dó dele e em paralelo reparei o quanto o instinto masculino é sempre na direção da força mesmo. Saint Germain diz que deve-se ignorar o aspect externo e dou razão a ele pois me sinto errada de ter pena do Lucimar e agora escrevendo esse estranho sonho que graças a Deus não varri para debaixo do tapete me pergunto se não faço isso comigo mesma.
Ali olhando no espelho eu pensei meio “não tem mais jeito, agora já era”.
E no que sai em direção a sala eu estufei o peito, numa demonstração de força mas no que fiz isso, pensei esse pensamento mais estranho ainda:
– Agora tenho que deixar que ela estufe o peito, passou para ela.
Nossa senhora, ainda bem que vim escrever, é tudo tão bizarro.
Mas numa atitude claramente errada, se bem que bem intencionada e totalmente pura de ressentimento, eu aceitava “abrir mão” da minha feminilidade e ao que parece da minha masculinidade também, ou da minha energia yang, por me concluir velha.
Ok.ok. O seriado, as dúvidas e questionamentos que ando tendo e um processo de desistência do qual talvez não esteja nem super consciente?
E o sonho segue então para outra parte mais louca ainda.
Ainda nessa coisa de minha mãe escolher minhas roupas.
Ela vai meio que me arrastando para um tal lugar, tipo quando eu era adolescente e não tinha poder de decisão sobre minha vida.
Estou profundamente infeliz devido a passagem anterior. Mais infeliz do que no começo do sonho.
Minha mãe vai me arrastando para esse lugar e eu estou contrariada e meio me sentindo irritada debaixo daquela falação dela.
Mas não chega a ser algo que me dá vontade de berrar como em outros sonhos.
Na verdade o que impera é uma sensação de não ter opcão.
Não no sentido de estar aprisionada,mas no sentido de não ter outra coisa para fazer da vida.
Ó Jesus.
Enfim, o lugar para o qual minha mãe me leva é uma casinha pequena, acredito que de madeira, no alto de um pequeno morro.
É noite. Tem luzes acesas dentro da casinha e ela parece uma pequena árvore de Natal.
O aspect da casinha é desse tipo que me encanta.
Mesmo muito triste sou capaz de sentir isso.
Minha mãe então daquele jeito meio overwhelming dela me arrasta para dentro da casinha onde quer me apresentar uma figura mais estranha ainda. Não estranha no mau sentido, no sentido enigmatico.
É uma mulher jovem, mulata, meio redonda de formas mas sem ser gorda.
Falando excessivamente e naquele jeito da minha mãe no qual ela tenta meio que moldar a vida de outras pessoas, no caso eu, ela me fala que aquela moça é uma conhecida…. ou famosa… e fala tanto e de forma tão confusa que não fica claro exatamente o que a moça seria, só dá para entender que tem a ver com roupas e costuras. E nem é aquela coisa clássica de sonho de frases que não são ouvidas e sim o comportamento típico da miha mãe, falando em excesso, de forma confusa e falando de mim para outra pessoa coisas que não são bem verdade, tipo moldando mesmo.
Ela meio que me apresenta a essa mulher como se a iniciativa de ir até lá tivesse sido minha e fala algo do gênero:
– Essa moça costureira vai te ajudar muito,e la é tudo o que você gostaria de conhecer, etc.
Nesse momento acontece acho que a primeira coisa positiva desse sonho: sou capaz de eliminar minha mãe do sonho.
De repente ela não está mais lá e isso se deve a mim mesmo que exteriormente nada tenha feito.
Mas consegui tirar ela do sonho.
Então respeiro bem aliviada e me sinto melhor.
Olho para a moça costureira e estou verdadeiramente interessada até mesmo quase que esquecida das minhas tristezas.
Até então aquela falação desenfreada da minha mãe não tinha conseguido deixar claro o que exatamente essa moça fazia. Minha mãe tinha falado por ela e por mim e por conta própria pego uma série de moldes esse sim feitos pela moça e me mostrado mas cada vez que parecia que estava ficando claro o que seria que a moça fazia, não ficava mais.
Agora, sozinha com ela, era minha chance de esclarecer e eu estava muito interessada. Parece que a moça teria feito algo muito pessoal e diferente relacionado a costuras e moldes que tinha tido muito sucesso.
Olho para ela e pergutno:
– Você é costureira?
No sentido de que ela costuraria para fora. Até já pensava em encomendas.
– Não, ela me responde.
Fico confusa.
Mexendo nos moldes que estão espalhados ali no chão, os quais,sou capaz de reaparar, são muiro caprichados cheios de pontilhados miúdos e cuidadosos, a moça começa a me explicar o que faz e…
Não consigo fechar um entendimento.
A primeira impressão que passa é que ela cria moldes para vender mas ela mesma me diz que não vende os moldes
Escutando a explicação dela tinha me passado pela cabeça perguntar se ela era modista.
Não sei a diferença, acho que para mim a costureira faz os modelos que a cliente pede e a modista cria seus próprios modelos?
Mas nem chego a formular a pergunta pois estou escutando atentamente as explicações que a moça dá e que não ficam claras dessa vez não por deficiiencias comunicativas, mas porquê parece ser algo muito fora do padrão.
Pelo que posso entender ela faz aqueles moldes mas não vende. E não é costureira. Então o que é que ela faz que fez tanto sucesso?
Estou ali focada em entender, quando ela, ainda me explicando e me mostrando so moldes, tem que se inclinar para frente não sei bem por que motivo, mas a pequena casinha torna a movimentação ali meio espremida e fica à mostra o que seria tecnicamente o lombo dela, essa parte do quadril que não é bumbum nem coxa e é uma carne jovem e radiante.
E eu penso novamente a mesma coisa,que ela é jovem, eu não sou mais, agora é com ela e não comigo, etc.