OS DOCINHOS DA LÚ

0
4min de leitura

{ Minha amada e heróica cabeça fica vaidosa de achar que entende os sonhos mas eu acho que dessa vez ela está certa.

Há uma festa. Um evento festivo. Mais um evento festivo do que uma festa mesmo.

Estou sentada numa mesa e ao meu redor, de pé, pois acho que só eu estou sentada ali, tem um grande grupo de pessoas e entre elas muitas conhecidas minhas, mas acho que dá para dizer que todas figuras de chefia.

Por exemplo, a Adriana Foz está ali e eu troco uma conversa com ela, acho, mesmo que isso fique super nublado e essa parte do sonho é nublada mesmo.

Depois vejo a Maísa de pé, mais alta e esguia do que a Maísa da vida acordada, falando co outras pessoas e tendo me mobilizar para falar com ela e o ponto, todo o ponto dessa parte é que não consigo me mobilizar para sociabilizar com minhas chefes. No sonho não chego a pensar que são minhas chefes mas agora parece que eram sim.

Acho que com a Adriana eu converso, mas meio no básico mínimo, e depois, quando vejo a Maísa, penso em chamá-la, trocar algumas palavras mas…

Não é cansaço físico. Não é aquela clássica imobilidade de sonho, no qual a gente não consegue correr ou não consegue gritar. Seria como eu imagino que seja em grandes altitudes. Tudo fica 10 vezes fisicamente mais difícil, não porquê se está debilitado, mas porquê o ar é rarefeito. Ali sentada, sinto que ficar ali sentada já me custa quase que toda minha energia, e não consigo me forçar a mais que isso.

Então de certa forma sinto que apesar de estar ali em meio a esse evento festivo de cunho profissional, seria como se nem estivesse, pois não estou interagindo.

E então estou de pé e normal. E nisso a Lú vem falar comigo com uma expressão franca e sincera, coisa que ela não faz há muito tempo.

Ela me diz:

– Silvia, você acha que meus doces são …

Aqui é difícil de relatar pois as palavras não tomam forma, mas o sentido sim.

Uma palavra seria fosfóricos.

A Kú tinha preparado docinhos para esse evento. Eram docinhos caprichados e coloridos, muito bonitos e apetitosos, que eu via em minha imaginação.

Mas por algum motivo ela havia ficado insegura de seus doces serem ago positivo de uma jeito iludido, pode-se dizer assim, e mais, criasse ilusões na cabeça de outras pessoas.

Pois, e isso não é interpretação, é colocado pelo sonho, os doces da Lú eram não doces de comer, mesmo tendo essa forma, eram idéias, pensamentos, todos positivos, mas ela tinha medo que fossem pensamentos tipo “óculos cor de rosa”, ou Polyanna.

No sonho isso dois doces serem… nem dá para dizer pensamentos ou idéias, mas formas energéticas, era colocado da forma mais simples e natural possível.

A Leu acrescenta:

–É que não quero que eles sejam… (e aqui vinha outra coisa que não chegava a ter forma de palavras mas de sentido e era mais ou menos “coisas tipo Polyanna)/

O sonho encerra nisso, o que mostra que a pergunta era mais importante que a resposta.

EU estou mais surpresa e contente da Lú confiar em mim o suficiente para pedir minha opinião desse jeito sincero do que com minha resposta.

Mas no sonho, a imagem dos doces dela é linda.

Os docinhos era lindos.

Agora o que eu pensei espontaneamente durante a reza e que acho sim que é o sonho.

Enxergo da seguinte forma. A pessoa é levada, por circunstâncias do planeta, a rejeitar suas próprias coisas e características, acreditando que elas são alguma coisa ruim.

Não importa qual coisa. Mas a pessoa fica erroneamente achando que bom mesmo é a coisa dos outros e o que ela tem não presta.

E assim vai cortando contato energético com essas suas coisas.

Um tempo depois de evolução a pessoa passa a perceber que foi uma grande burrada e o que ela tinha era bom e o que parecia ser coisa melhor ou mais certa era ilusões desse mundo.

E eu devo ter feito isso e agora quero minhas coisas de volta.

E talvez a Lú ali com os lindos, lindos docinhos seja imagem dessa parte minha que começou a ficar achando que as minhas coisas era “fosfóricas” ou ilusões da Polyanna.

Mas não jogou fora. Só veio me perguntar e eu não pertenço mais a esfera profissional padrão, é porisso que não consigo me mobilizar para fazer parte daquele evento, aliás, essa é a frase mais precisa. Eu não consigo me mobilizar para fazer parte daquele evento.

Vou acabar ajudando a Lú a continuar fazendo seus docinhos.

OS DOCINHOS DA LÚ

Comentar
Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
Copiar URL